É Fato ou Fake News?

 Em Mídias Sociais

Esse ano a internet está sendo usada para compartilhar as famosas Fake News, que em português significa notícias falsas.  As divulgações de notícias falsas podem interferir negativamente em vários setores da sociedade, como política, saúde e segurança.  Apesar de parecer recente, o termo fake news, é mais antigo do que aparenta. 

 

O que é Fake News?

 

Não é de hoje que mentiras são divulgadas como verdades, mas foi com o advento das redes sociais que esse tipo de publicação popularizou-se. As notícias falsas, foram usadas nas eleições de 2016 no EUA e deu a vitória a Donald Trump tornando-o presidente.

A maioria das notícias divulgadas explorava conteúdos sensacionalistas, envolvendo, em alguns casos, personalidades importantes, como a adversária de Trump, Hillary Clinton. 

 

 

Como funcionam as Fake News?

 

Os autores das fake news, normalmente, usam as informações para difamar pessoas comuns, celebridades, políticos e empresas, criando manchetes absurdas com dois intuito, atrair acessos aos sites e, assim, faturar com a publicidade digital e/ou difamar algum concorrente.

 

No mercado publicitário, o cenário onde grande parte da remuneração de anúncios é feita com base em cliques, torna-se ainda mais fácil para sites fraudulentos criarem informações falsas com a intenção de ganhar dinheiro. Uma marca pode ser altamente prejudicada ao ser veiculada em sites ou ao lado de notícias mentirosas nas redes sociais. Com a chegada da internet, o termo se popularizou ainda mais – a ponto de ser eleito o termo do ano pelo dicionário Collins em 2017. De acordo com cientistas de dados do MIT (Massachusetts Institute of Technology), os efeitos causados pelas fake news de política são mais virais do que qualquer outra categoria, mas elas também se aplicam a histórias sobre lendas urbanas, negócios, terrorismo, ciência, entretenimento e desastres naturais.

 

Dados que não são fakes:

 

  • Um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), apontou que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras; (Fonte)
  • Segundo levantamento feito pela Psafe DFNDR — aplicativo de segurança para Android —, 8,8 milhões de brasileiros foram impactados com Fake News em três meses; (Fonte)
  • De acordo com o laboratório de segurança da DFNDR, 95,7% das notícias falsas foram disseminadas pelo WhatsApp. (Fonte)

 

Será que caiu na rede já era?

 

Apesar de ser impossível controlar todas as notícias que são circulada diariamente, cada vez mais está sendo cobrado que canais de comunicação online, como Facebook, Google, Youtube, Twitter e WhatsApp, tomem atitudes efetivas que diminuam a prática de fake news. O Google, por exemplo, disponibilizou a aba “Notícias” na sua plataforma, para que as publicações sejam avaliadas como verdadeiras ou falsas por meio de suas tecnologias. Além disso, no Brasil, foi desenvolvido o selo de checagem de fatos, que aparece ao lado das notícias que têm seus conteúdos analisados.

 

Todas essas mudanças de autenticidade da informação estão sendo necessárias em outras redes sociais, que estão se adaptando para evitar um crescimento ainda maior de fake news pela internet. É certo que não veremos o fim das fake news do dia para a noite. No entanto, quando entendemos o tamanho do problema e como ele pode ser combatido – mesmo que aos poucos – cada vez mais estaremos nos mobilizando para mudar esse cenário.

 

Por isso, é de extrema importância que os profissionais da área de comunicação entendam a necessidade de combater as fake news e também adotem práticas para que o setor não seja altamente prejudicado.

 

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